Alusão ao poema de Camões 'MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES'
Mudaram-se os tempos, esvaneceram-se as vontades,
O ser estagna perante a réstia de confiança,
Que permanece sob aparência mistificada.
Da esperança, que se houve, as saudades não se sentem,
E das mágoas mal contidas, da dor petrificada,
Submerge continuamente o grito da lembrança.
E se o tempo já cobriu o chão de verde manto,
A letargia não deixa de prever,
Que se outra mudança fará de mor espanto,
Quebrará o cobertor por emergir.
O ser estagna perante a réstia de confiança,
Que permanece sob aparência mistificada.
Da esperança, que se houve, as saudades não se sentem,
E das mágoas mal contidas, da dor petrificada,
Submerge continuamente o grito da lembrança.
E se o tempo já cobriu o chão de verde manto,
A letargia não deixa de prever,
Que se outra mudança fará de mor espanto,
Quebrará o cobertor por emergir.

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